ESTUDO in silico DE COMPOSTOS NATURAIS COMO POTENCIAIS INIBIDORES DA MAO-B PARA O TRATAMENTO DA DOENÇA DE PARKINSON

BIANCA LIFFEY BRITO MARINO

Resumo: Com o aumento da expectativa de vida aumentou também o surgimento de enfermidades relacionadas ao fator idade, como as doenças neurodegenerativas, que são caracterizadas pela morte neuronal de regiões focais do cérebro. A Doença de Parkinson (DP) é uma dessas doenças, causada pela diminuição da síntese de dopamina na substância negra. O tratamento farmacológico para DP consiste no controle sintomático via restituição de dopamina, através do uso de levodopa e inibidores da enzima monoamina oxidase B (MAO-B). O presente estudo tem como objetivo identificar produtos naturais como potenciais candidatos a fármacos com atividade inibitória de MAO-B, comparando-os, por métodos in silico, com medicamento Selegilina (1), para o tratamento de DP. Para tanto, realizou-se os seguintes procedimentos: busca dos produtos naturais relatados na literatura com atividade inibitória de MAO-B;
modelagem molecular dos produtos naturais; simulação de docking; obtenção das propriedades farmacocinéticas e toxicológicas; e predição de atividade biológica. Dos resultados, encontraram-se somente quatro produtos naturais Amburosideo A (2), Harmam (3), Harmalina (4) e Harmalol (5) com teste experimental para o tratamento de modelo de
Parkinson induzido; para os descritores de reatividade química o produto que apresentou os resultados mais próximos da Selegilina foi Harmalol em seis descritores; no Mapa de Potencial Eletrostático, o potencial eletrostático molecular negativo é distribuído nas duplas ligações, especificamente nos átomos eletronegativos (oxigênio e nitrogênio), e o potencial eletrostático molecular positivo encontra-se nos hidrogênios ligados a átomos doadores de hidrogênio; para a simulação de docking, a molécula padrão Selegilina apresentou 8 interações em seis aminoácidos diferentes e o resultado mais próximo foi do produto 4 por apresentar 8 interações com os mesmos aminoácidos; para as propriedades ADME o produto 4 apresentou três resultados próximos a Selegilina, enquanto que os produtos 3 e 5
apresentaram somente um resultado, e para as propriedades toxicológicas os produtos 4 e 5 apresentaram melhores resultados que a Selegilina; para a predição de atividade no PASS somente a Harmalol não apresentou atividade, enquanto que no SEA somente Amburosideo A e Harman apresentaram atividade relacionada DP. Com isso, dos produtos naturais estudados, a molécula Harmalina apresentou resultados satisfatórios, tornando-se um potencial candidato a fármaco.

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