ESTUDO in silico DE COMPOSTOS MARJORITÁRIOS DAS ESPÉCIES Drimys angustifolia E Drimys brasiliensis INIBIDORES DA ENZIMA ACETILCOLINESTERASE COM POTENCIAL ATIVIDADE INSETICIDA

NEUZIANE DIAS CONCEIÇÃO

Resumo: O uso de repelentes reduz o risco de transmissão de algumas doenças infecciosas e reações imunoalérgicas causadas por picadas de insetos. No entanto, alguns repelentes sintéticos podem ser absorvidos pela pele, causando danos ou toxicidade tecidual, além do fato de alguns insetos adquirirem resistência ao longo do tempo. Por esse motivo, é necessário estudar novas substâncias químicas que possuam eficácia como repelente. Com base nisso, o
objetivo deste trabalho foi realizar um estudo in silico das substâncias químicas Biciclogermacreno, Ciclocolorenona, Miristicina, Sabineno e Terpinen-4-ol que anteriormente foram isoladas das espécies Drimys angustifolia e Drimys brasiliensis. Para isso, foram realizados estudos de modelagem molecular que consistiram na análise dos descritores de reatividade global e os de relação quantitativa entre estrutura química e atividade biológica (descritores QSAR), construção dos mapas de potencial eletrostático (MEP), estudo de ancoramento molecular (docking) para análise da interação entre as moléculas estudadas e a enzima da acetilcolinesterase de Drosophila melanogaster e predição
de permeabilidade da pele e propriedades toxicológicas destas substâncias. A pesquisa de reatividade química e estabilidade molecular propôs que a substância que apresentava valores de estabilidade semelhantes à molécula padrão do estudo (D-limoneno -0,267 eV) foi o Terpinen-4-ol com valor de GAP = -0,259 eV. No MEP, foi possível identificar que o potencial eletrostático negativo no composto D-limoneno é distribuído em ligação π (-C=C-) e
o potencial eletrostático positivo está presente em radical de metila (-CH3). No docking molecular, a molécula Miristicina obteve resultados satisfatórios. Nos estudos in silico de permeabilidade da pele, todas as moléculas apresentaram pouca absorção pela pele. No que diz respeito às propriedades toxicológicas, o Biciclogermacreno não apresentou atividade carcinogênica e nem mutagênica. A partir da avaliação destes parâmetros, foi possível determinar que a molécula Biciclogermacreno apresentou resultados satisfatórios para que seja um futuro candidato a molécula utilizada como repelente.

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